Talvez esteja inaugurando uma nova série no blog. Talvez não. Mas o fato é que calor e tentativas, até agora bem sucedidas de levar almoço para o trabalho [uma pausa aqui que estou de férias e então não sei como isso acabará], fizeram-se repensar o conceito de sanduíche de modo a torná-lo uma opção viável tento pela praticidade quanto pelo ponto de vista nutricional.
Falar em praticidade é algo óbvio. Como dois pães com recheio não vão ser uma coisa rápida, fácil e indolor. O que também nos leva a mais uma conclusão óbvia sobre as vantagens de ter um sanduíche para levar de almoço no trabalho. E leve, não ocupa muto espaço na bolsa; não precisa requentar; e, quando frio, é uma boa opção para os dias quentes, etc., etc., etc.
Daí para a parte de fazer com que seu corpo se mantenha funcionando, como substituição da refeição, deve conter várias camadas para fazer algum sentido nutricional. Adoro camadas! Adoro comida com camadas coloridas, que você corta e vira um desenho no prato.
Tenho experimentado algumas receitas e as de hoje são duas muito boas que levam lombo de porco defumado.
Entre frio e quente, entre pão, lombo e cebola
2 pães de forma [nesse caso branco, porque era o que tinha, mas se tivesse de centeio, ou preto, ia ser ideal]
fatias de lombo de porco defumado
fatias de queijo minas frescal
1 cebola cortada em rodelas
folhas de radichio
mostarda
O modo de fazer tem uma lógica para otimizar o uso da panela e não perder muito tempo para montar. Eu, particularmente, organizei tudo cortado em uma tábua sobre o fogão e fui preparando os ingredientes separadamente em uma frigideira antiaderente.
Usei uma única frigideira para não perder o fio de praticidade necessária e economizar na hora da louça, mas se o pão pudesse ser feito separadamente, talvez ficasse melhor.
Primeiro de tudo: cebolas. Vão na frigideira com um pouco de manteiga, açúcar mascavo, sal e pimenta do reino até ficarem caramelizadas, ou um pouco antes [meu caso] se você estiver com pressa [muito eu]. ficou pronto? Com ou sem pressa? Reserve na própria tábua.
Agora vem as fatias de lombinho, as quais não precisam ser necessariamente passadas na chapa, mas tem gente que reclama que o "porco pode tá cru e é melhor esquentar um pouco só pra garantir".
Passado o lombo, é esquentar um pouco o pão e depois derreter o queijo, porque se derreter o queijo antes você pode ultrapassar a fronteira limite da quantidade aceitável de resíduos aceitáveis na panela para continuar usando ela sem lavar.
A montagem é simples: pão mostarda, radichio rasgado, lobinho, cebolas, queijo e... pão.
Acho que tomamos com um suco de limão e desceu muito bem.
Existem 1.475.876 sites sobre gastronomia, culinária, receitas e afins... Desses, eu frequento com certa regularidade pelo menos uns 598.009... Mas, nem sempre, para não dizer quase nunca, as receitas que vejo são seguidas à risca... Às vezes, mudo um ingrediente, às vezes, pego um pouco de umas três ou quatro receitas... Criei esse blog de mim para mim mesma como uma forma de ter sempre um lugar para lembrar quais receitas funcionaram, de quais eu gostei e como foram feitas por mim.
sábado, 21 de dezembro de 2013
domingo, 15 de dezembro de 2013
Selva de varanda
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Sobrou aipim do bom? Sopa
Essa é uma receita de sobras. Eu tô com muita má vontade para escrever ultimamente. No entanto sinto que boas ideias se perderão caso eu não as coloque no "papel". Essa sopa é uma dessas boas ideias que surgem no momento em que se cozinha e depois vão sendo suplantadas por novas coisas que acontecem e com a dinâmica de cozinhar para o dia a dia.
Não tá muito quente pra sopa? Não está meio fora de estação? Sim, mas felizmente onde eu moro o clima colabora bastante para o ato de comer alimentos quentes. Frio não tá, no entanto, à noite um caldinho cai bem e não mata os comensais de tanto suar.
Esse caldo de aipim não é nada levinho, porque acho que ser pesado é da constituição própria do dito vegetal. Ainda usei bacon para dar um gosto e isso torna a coisa mais heavy ainda. Não é nenhum feijão carregado que vem com aquela moleza pós-prato mas dá uma tristezinha boa depois de comer.
Usei um aipim muito bom, que já estava cozido e desmanchando antes de ir para a panela do caldo. Eu comprei ele com um dos locais aqui da região que vende legumes/frutas/verduras de porta em porta [Ah! A vida no campo], bem melhor que enciclopédia, perfume e palavras vazias sobre alguma coisa transcendental. Cozinhei todo o aipim comprado, com uma parte fiz um escondidinho vegetariano de cogumelos que também merece um post e as sobras ficaram na geladeira meio sem destino.
Quando cheguei ao limite do dilema o que teremos para o jantar, lembrei das sobras do aipim e resolvi fazer uma sopinha pra aquecer esse resquício de dias frios que já se foram a muito tempo junto com o inverno. A receita, como foi totalmente intuitiva vai daquele modo contado mesmo, porque não tem muita medida ou coisa do tipo, é tudo meio como está seu espírito no momento e quais são os ingredientes que tem em casa.
Primeiro de tudo, foi para o pilão, alho [tipo 3 dentes], pimenta branca em grãos, uma pimenta de cheiro fresca que parece uma pitanga e foi recolhida dos vasinhos de tempero [faz muita diferença e poderia ter colocado mais se eu tivesse. No meu pé só tinha uma pimenta madura e me arrependi de não ter trazido um pouco dessa pimenta que estava jogava aos montes na sala do café no trabalho]. Além disso, acrescentei aos temperos pilados um punhado de sálvia e sal.
Na panela quente com um fio de azeite foi bacon em cubos até soltarem bem a gordura e ficarem crocantes - meio à pururuca, se é que isso é correto de se afirmar para bacon. Depois que eles estavam no ponto, foram retirados da panela e colocados para escorrer no papel toalha. Na gordura do bacon, refoga-se um pouco de cebola [meia] com os temperos do pilão. Por fim vai o aipim cortado em cubos para refogar um pouco nesses temperos. Quando começar a grudar no fundo da panela é hora de juntar uma dose - generosa - de cachaça para deglaçar. Aqui foi a melhor ideia que eu tive desde que comecei a fazer essa sopa. Nunca pensei que o gostinho e o aroma da bebida fossem ficar tão presentes na hora de comer e que isso fosse tão agradável. Bom também se quiser afogar as mágoas durante o jantar, porque embora não dê para embebedar ninguém, pelo menos é uma desculpa.
Feito isso, foi só juntar um pouco de caldo. Qualquer caldo serve, mas usei um de grão de bico que tinha congelado. Acertar o sal e a pimenta, voltar com o bacon para a panela na hora de servir para que ele fique crocante e não ensopado.
Esqueci de comentar que enquanto estava apurando no fogo, já com o caldo, juntei um pedaço pequeno da casca de um queijo parmesão para ajudar a desenvolver o sabor do caldo e também funcionou.
Como sempre, eu não tenho fotos. Não que eu não goste delas. É que eu sempre esqueço de tirar e foto de caldo, à noite, sem tripé, dificilmente iria ficar publicável.
Tudo que eu sei, é que esse caldo de aipim e pinga [porque a pinga ficou presente] merece ser repetido, porque foi uma ótima refeição. Apreciada com torradas feitas de ciabatta que comprei na padaria cheia de esperança de que fosse abri-la e ver aqueles alvéolos bonitos. Ledo engano, o pão tava bem meia boca, com muito fermento e provavelmente sem o tempo de fermentação que merecia. Ao ver minha decepção, meu querido companheiro só falou: "Mas também o que você esperava". Eu tinha esperança, tá. Contra-argumentei que a padaria parecia tão legal, toda arrumada e com coisas caras e de rico por todos os lados, achei que pelo menos podiam se dignar a fazer um pão clássico decente e não fazer um pão chato coberto de farinha querendo enganar o consumidor. Então não bota a p*rra do nome do pão de ciabatta na etiqueta.
Sem problema, o caldo de aipim levemente encachaçado tornou o pão um coadjuvante bem fuleirinho que nem recebe fala nenhuma e não atrapalha o andamento do script.
Resolução do dia: espero por posts com um pouco mais de inspiração.
Não tá muito quente pra sopa? Não está meio fora de estação? Sim, mas felizmente onde eu moro o clima colabora bastante para o ato de comer alimentos quentes. Frio não tá, no entanto, à noite um caldinho cai bem e não mata os comensais de tanto suar.
Esse caldo de aipim não é nada levinho, porque acho que ser pesado é da constituição própria do dito vegetal. Ainda usei bacon para dar um gosto e isso torna a coisa mais heavy ainda. Não é nenhum feijão carregado que vem com aquela moleza pós-prato mas dá uma tristezinha boa depois de comer.
Usei um aipim muito bom, que já estava cozido e desmanchando antes de ir para a panela do caldo. Eu comprei ele com um dos locais aqui da região que vende legumes/frutas/verduras de porta em porta [Ah! A vida no campo], bem melhor que enciclopédia, perfume e palavras vazias sobre alguma coisa transcendental. Cozinhei todo o aipim comprado, com uma parte fiz um escondidinho vegetariano de cogumelos que também merece um post e as sobras ficaram na geladeira meio sem destino.
Quando cheguei ao limite do dilema o que teremos para o jantar, lembrei das sobras do aipim e resolvi fazer uma sopinha pra aquecer esse resquício de dias frios que já se foram a muito tempo junto com o inverno. A receita, como foi totalmente intuitiva vai daquele modo contado mesmo, porque não tem muita medida ou coisa do tipo, é tudo meio como está seu espírito no momento e quais são os ingredientes que tem em casa.
Primeiro de tudo, foi para o pilão, alho [tipo 3 dentes], pimenta branca em grãos, uma pimenta de cheiro fresca que parece uma pitanga e foi recolhida dos vasinhos de tempero [faz muita diferença e poderia ter colocado mais se eu tivesse. No meu pé só tinha uma pimenta madura e me arrependi de não ter trazido um pouco dessa pimenta que estava jogava aos montes na sala do café no trabalho]. Além disso, acrescentei aos temperos pilados um punhado de sálvia e sal.
Na panela quente com um fio de azeite foi bacon em cubos até soltarem bem a gordura e ficarem crocantes - meio à pururuca, se é que isso é correto de se afirmar para bacon. Depois que eles estavam no ponto, foram retirados da panela e colocados para escorrer no papel toalha. Na gordura do bacon, refoga-se um pouco de cebola [meia] com os temperos do pilão. Por fim vai o aipim cortado em cubos para refogar um pouco nesses temperos. Quando começar a grudar no fundo da panela é hora de juntar uma dose - generosa - de cachaça para deglaçar. Aqui foi a melhor ideia que eu tive desde que comecei a fazer essa sopa. Nunca pensei que o gostinho e o aroma da bebida fossem ficar tão presentes na hora de comer e que isso fosse tão agradável. Bom também se quiser afogar as mágoas durante o jantar, porque embora não dê para embebedar ninguém, pelo menos é uma desculpa.
Feito isso, foi só juntar um pouco de caldo. Qualquer caldo serve, mas usei um de grão de bico que tinha congelado. Acertar o sal e a pimenta, voltar com o bacon para a panela na hora de servir para que ele fique crocante e não ensopado.
Esqueci de comentar que enquanto estava apurando no fogo, já com o caldo, juntei um pedaço pequeno da casca de um queijo parmesão para ajudar a desenvolver o sabor do caldo e também funcionou.
Como sempre, eu não tenho fotos. Não que eu não goste delas. É que eu sempre esqueço de tirar e foto de caldo, à noite, sem tripé, dificilmente iria ficar publicável.
Tudo que eu sei, é que esse caldo de aipim e pinga [porque a pinga ficou presente] merece ser repetido, porque foi uma ótima refeição. Apreciada com torradas feitas de ciabatta que comprei na padaria cheia de esperança de que fosse abri-la e ver aqueles alvéolos bonitos. Ledo engano, o pão tava bem meia boca, com muito fermento e provavelmente sem o tempo de fermentação que merecia. Ao ver minha decepção, meu querido companheiro só falou: "Mas também o que você esperava". Eu tinha esperança, tá. Contra-argumentei que a padaria parecia tão legal, toda arrumada e com coisas caras e de rico por todos os lados, achei que pelo menos podiam se dignar a fazer um pão clássico decente e não fazer um pão chato coberto de farinha querendo enganar o consumidor. Então não bota a p*rra do nome do pão de ciabatta na etiqueta.
Sem problema, o caldo de aipim levemente encachaçado tornou o pão um coadjuvante bem fuleirinho que nem recebe fala nenhuma e não atrapalha o andamento do script.
Resolução do dia: espero por posts com um pouco mais de inspiração.
domingo, 8 de dezembro de 2013
Um molho que vale uma salada
Essa receita está muito atrasada e espero que a minha memória não me traia, pois o resultado ficou muito interessante com potencial para animar uma salada simples de almoço no trabalho.
Fiz meio de improviso, já que pretendia levar para o almoço do trabalho [estou adepta a levar comida de casa para o trabalho] uma salada cuja base era grão de bico. Pensando de estalo me ocorreu de usar o tahine no molho e temperar tudo com algum tipo de mistura que lembrasse comida árabe.
<<<< O molho levou >>>>
receita pra 1 só
1 colher de café de tahine
1 colher de café de mel
sal e pimenta do reino a gosto
1 tiquinho quase nada de tabasco
azeite também a gosto
É misturar bem e pronto, não tem modo de fazer
<<<< A salada levou >>>>
receita pra 1 só
1 xícara bem cheia de grão de bico
1 tomate picado grosseiramente sem as sementes
1 pouco de damasco seco picado pequeninho
1 punhado de queijo coalho ralado ou cortado em cubos
folhas novas de aipo.
O esquema da marmita foi feito da seguinte maneira:
Peguei a tigela que utilizo como tudo [recipiente de transporte, refratário para cozimento e prato], fiz o molho de tahine com mel, coloquei nessa ordem o tomate picado; o grão de bico e o damasco misturando levemente eles; o queijo e as folhas de aipo. Na hora de comer misturei tudo no próprio pote e pronto.
O resultado final foi muito positivo, visto que a combinação do grão de bico com o molho proporcionou um sabor agradável, levemente adocicado e apimentado na medida pelo tabasco.
Fiz meio de improviso, já que pretendia levar para o almoço do trabalho [estou adepta a levar comida de casa para o trabalho] uma salada cuja base era grão de bico. Pensando de estalo me ocorreu de usar o tahine no molho e temperar tudo com algum tipo de mistura que lembrasse comida árabe.
<<<< O molho levou >>>>
receita pra 1 só
1 colher de café de tahine
1 colher de café de mel
sal e pimenta do reino a gosto
1 tiquinho quase nada de tabasco
azeite também a gosto
É misturar bem e pronto, não tem modo de fazer
<<<< A salada levou >>>>
receita pra 1 só
1 xícara bem cheia de grão de bico
1 tomate picado grosseiramente sem as sementes
1 pouco de damasco seco picado pequeninho
1 punhado de queijo coalho ralado ou cortado em cubos
folhas novas de aipo.
O esquema da marmita foi feito da seguinte maneira:
Peguei a tigela que utilizo como tudo [recipiente de transporte, refratário para cozimento e prato], fiz o molho de tahine com mel, coloquei nessa ordem o tomate picado; o grão de bico e o damasco misturando levemente eles; o queijo e as folhas de aipo. Na hora de comer misturei tudo no próprio pote e pronto.
O resultado final foi muito positivo, visto que a combinação do grão de bico com o molho proporcionou um sabor agradável, levemente adocicado e apimentado na medida pelo tabasco.
sábado, 30 de novembro de 2013
Tá... Tags
Esse espaço já foi bem menos requisitado. Ultimamente estou me esforçando para voltar a ele e retomar minhas lembranças culinárias, mas tá f*da.
Por mais poético que pareça uma tag chamada "Simplesmente", ou outra "Aprendiz de Feiticeiro", isso não facilita em nada o intuito de achar as receitas depois num índice liricamente emaranhado.
Temos então que procurarei colocar tags mais óbvias, nem por isso menos "boring" [colocar chatas aqui não me causa a mesma sensação], para tentar organizar melhor as receitas e tornar esse site mais funcional para mim mesmo.
Começarão a aparecer marcadores como Pães, Bolos, Doces, e talvez, a depender do meu estado de espírito que é o que comanda este blog, com nomes de ingredientes para facilitar aquela busca: eu tenho um[a] [coloque seu legume/verdura sempre esquecido aqui - é porque isso só acontece com vegetais, ninguém esquece o pedaço de bife] me olhando entre a vida e a morte na geladeira e não tenho destino a dar para ele[a].
Não, não vou deixar de colocar as tags poéticas que eu gosto nas coisas.
Por mais poético que pareça uma tag chamada "Simplesmente", ou outra "Aprendiz de Feiticeiro", isso não facilita em nada o intuito de achar as receitas depois num índice liricamente emaranhado.
Temos então que procurarei colocar tags mais óbvias, nem por isso menos "boring" [colocar chatas aqui não me causa a mesma sensação], para tentar organizar melhor as receitas e tornar esse site mais funcional para mim mesmo.
Começarão a aparecer marcadores como Pães, Bolos, Doces, e talvez, a depender do meu estado de espírito que é o que comanda este blog, com nomes de ingredientes para facilitar aquela busca: eu tenho um[a] [coloque seu legume/verdura sempre esquecido aqui - é porque isso só acontece com vegetais, ninguém esquece o pedaço de bife] me olhando entre a vida e a morte na geladeira e não tenho destino a dar para ele[a].
Não, não vou deixar de colocar as tags poéticas que eu gosto nas coisas.
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
1-0-0 (pass, fail, fail): conspiração cósmica ou teimosia mesmo
Quem gosta, lê e - mesmo que muito raramente - escreve sobre comida sabe o que é No-knead bread. O pão sem sova que já correu os quatro cantos da internet. Pois bem, comigo não é diferente. Mesmo que um pouco tardiamente, ou seja, depois da grande febre que dever ter sido as primeiras horas da descoberta de tal miraculosidade (eu não não acompanhei esse movimento porque meu interesse por culinária à época era inversamente proporcional ao tamanho do meu entendimento sobre o assunto), eu acabei esbarrando com a técnica de fazer pão sem ter que sovar.
Não que eu ache que a sova seja um grande problema na tarefa de fazer um pão, pelo contrário. No entanto, acho que isso é um tipo de coisa que faz parte do "todo" de todo acompanhante de blog de comida. Como uma espécie de checkpoint da culinária. Gosta de gastronomia, de panificação e de foodblog, vai ter que fazer um pão sem sova, só pra dizer que passou por isso.
A minha história com o pão sem sova se confunde com a falta de um equipamento crucial para que a empreitada dê certo. Um recipiente com tampa [Le Creuset] que possa acomodar o pão [Le Creuset] e ir ao forno[tampado, óbvio] sem derreter [hum, Le Creuset], queimar, colocar fogo na casa toda, leia-se - uma panela Le Creuset. Claro, evidente, que outros recipientes podem cumprir o mesmo papel que a dita panela francesa, mas não havendo mais nenhuma desculpar razoável para adquirir uma Le Creuset, a não ser a mais descarada vontade de consumo daquelas que a gente luta contra o quanto pode, o No-Knead Bread serve como motivo esfarrapado para colocar na lista de prós da panela de ferro que custa os olhos da cara.
Visto que este post é sobre um fracasso, acho que escrevo ele tardiamente com motivos escusos para falar mesmo é da panela, uma vez que as duas coisas se confundem. O meu desejo de comprar uma Le Creuset ficou mais aguçado depois de descobrir a possibilidade de fazer um pão tão badalado e uma vez adquirida uma panela tão falada o pão foi a segunda coisa que foi pra dentro dela... Só para testar se funciona mesmo no forno...
A primeira coisa feita na panela, só pra não deixar passar foi risoto. Acho. E não me lembro risoto de que.
O pão tem por toda a internet e não vou postar receita aqui. Expectativa em 100% e um pão duro como uma pedra, foi o que ganhei. O meu querido companheiro falou que era o fermento e eu disse que isso não era possível. O fermento tava velho, já tinha trocentos anos que comprei, mas como poderia se o fermento... Fungo por acaso morre? Achei que a prudência não era suficiente e meti outra receita do pão para rodar na semana seguinte na mesma panela, com o mesmo fermento. E... Fail again!
Será o fermento? Desisti de testar outro No-Knead Bread e larguei para lá, pois calculei que mais uma semana comendo farinha na versão pedra não seria saudável. No caso do último pão nem pra "crouton" serviu de tão duro. Como estivera muito tempo sem botar mão em massa - leia-se, fazer pão - pensei que tanto tempo pudesse ter influenciado as energias cósmicas da panificação, mas eu não acredito muito nisso e resolvi que tá bom, já deu, um dia quem sabe eu volto para essa receita e vou ver se me beneficio das quimeras de facilidade prometidas.
Por enquanto foi tempo demais, ingredientes demais, paciência de mais e pão de menos, bem menos, menos mesmo.
O 1 do post pelo menos, refere-se a Le Creuset amarela novinha que eu comprei na promoção e não me arrependo. Fiquei meio assim, pois não me dou a arroubos consumistas. Não gosto de coisas e odeio ter o que não preciso, mas sinto que dessa vez valeu a pena, apesar achar que de todos os critérios usados para comprar alguma coisa são puramente subjetivos. Ela é muito bonita e não faz feio quando o assunto é ser panela - se é que essa é uma qualidade a ser considerada. Acabei sem pão sem sova, mas com a cozinha mais equipada.
Foto? Do pão não e da panela...Também não.
Não que eu ache que a sova seja um grande problema na tarefa de fazer um pão, pelo contrário. No entanto, acho que isso é um tipo de coisa que faz parte do "todo" de todo acompanhante de blog de comida. Como uma espécie de checkpoint da culinária. Gosta de gastronomia, de panificação e de foodblog, vai ter que fazer um pão sem sova, só pra dizer que passou por isso.
A minha história com o pão sem sova se confunde com a falta de um equipamento crucial para que a empreitada dê certo. Um recipiente com tampa [Le Creuset] que possa acomodar o pão [Le Creuset] e ir ao forno[tampado, óbvio] sem derreter [hum, Le Creuset], queimar, colocar fogo na casa toda, leia-se - uma panela Le Creuset. Claro, evidente, que outros recipientes podem cumprir o mesmo papel que a dita panela francesa, mas não havendo mais nenhuma desculpar razoável para adquirir uma Le Creuset, a não ser a mais descarada vontade de consumo daquelas que a gente luta contra o quanto pode, o No-Knead Bread serve como motivo esfarrapado para colocar na lista de prós da panela de ferro que custa os olhos da cara.
Visto que este post é sobre um fracasso, acho que escrevo ele tardiamente com motivos escusos para falar mesmo é da panela, uma vez que as duas coisas se confundem. O meu desejo de comprar uma Le Creuset ficou mais aguçado depois de descobrir a possibilidade de fazer um pão tão badalado e uma vez adquirida uma panela tão falada o pão foi a segunda coisa que foi pra dentro dela... Só para testar se funciona mesmo no forno...
| Pão não, panela... sim. |
A primeira coisa feita na panela, só pra não deixar passar foi risoto. Acho. E não me lembro risoto de que.
O pão tem por toda a internet e não vou postar receita aqui. Expectativa em 100% e um pão duro como uma pedra, foi o que ganhei. O meu querido companheiro falou que era o fermento e eu disse que isso não era possível. O fermento tava velho, já tinha trocentos anos que comprei, mas como poderia se o fermento... Fungo por acaso morre? Achei que a prudência não era suficiente e meti outra receita do pão para rodar na semana seguinte na mesma panela, com o mesmo fermento. E... Fail again!
Será o fermento? Desisti de testar outro No-Knead Bread e larguei para lá, pois calculei que mais uma semana comendo farinha na versão pedra não seria saudável. No caso do último pão nem pra "crouton" serviu de tão duro. Como estivera muito tempo sem botar mão em massa - leia-se, fazer pão - pensei que tanto tempo pudesse ter influenciado as energias cósmicas da panificação, mas eu não acredito muito nisso e resolvi que tá bom, já deu, um dia quem sabe eu volto para essa receita e vou ver se me beneficio das quimeras de facilidade prometidas.
Por enquanto foi tempo demais, ingredientes demais, paciência de mais e pão de menos, bem menos, menos mesmo.
O 1 do post pelo menos, refere-se a Le Creuset amarela novinha que eu comprei na promoção e não me arrependo. Fiquei meio assim, pois não me dou a arroubos consumistas. Não gosto de coisas e odeio ter o que não preciso, mas sinto que dessa vez valeu a pena, apesar achar que de todos os critérios usados para comprar alguma coisa são puramente subjetivos. Ela é muito bonita e não faz feio quando o assunto é ser panela - se é que essa é uma qualidade a ser considerada. Acabei sem pão sem sova, mas com a cozinha mais equipada.
Foto? Do pão não e da panela...
| Vão-se os pães e ficam as panelas. |
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Um doce quase nunca para outra volta de indecisões
Nomes sem sentido são muito legais. Assim como coisas, eles só servem a quem os tem. Estou voltando de novo ao blog e como se fosse uma redenção escrevendo sois posts no lugar de um.
O pão? Ah, o pão? Será trauma ou excesso de supermercado. [Veja a história completa] Não, eu não fiz o pão com centeio, embora tenha me levantado com o ímpeto de fazê-lo. Só que... Quando comecei a arrumar a cozinha para começar os trabalhos [não gosto de começar a cozinhar com cozinha bagunçada, apesar de às vezes fechar os olhos e fazer assim mesmo] me dei conta que havia um pão que não dera certo sobre a pia - o qual teríamos que dar cabo de algum jeito - e mais dois famigerados sacos de pão do supermercado - os quais havia comprado mais cedo em um impulso de "não podemos ficar sem pão". Despensa vazia dá nisso.
Desistência aceita fui caçar algo para me satisfazer culinarísticamente. Procura no cérebro, antes do Google, e surgiu a imagem... Rocambole! Tenho goiabada e muitos anos me separando do último que comi.
Decidida, comecei a procura no Google por receitas, visto que essa é uma coisa que não faço quase nunca e nunca anotei minha receita favorita.
O rocambole? Ah, o rocambole? Será preguiça ou excesso de ovos. Na boa, um troço que leva 6 ovos [mais expressivo que meia dúzia] não é algo que possa animar alguém a começar uma sobremesa. Deixa isso para um dia em que eu começar mais cedo e com mais paciência.
Pensei em panna cotta. Já havia feito algumas com sucesso, pois acho que no fundo estava mais para sobremesa de comer de colher, depois do jantar e tal. Mas ainda não era isso o que eu queria.
Resolvi então arriscar fazer uma pudim de tapioca, cuja receita me foi passada por uma pessoa no trabalho. Não sem antes duvidar entre ele e um bolo de tapioca enviado pela minha mãe. Essa pessoa - a do trabalho - levou o dito pudim numa festa junina e o orgulho da beleza da obra era tão grande quanto o sabor do pudim.
A receita é bem imprecisa, pois foi copiada de boca e deixada no servidor do trabalho em uma pasta batizada sugestivamente de... Receitas. A dita cuja só tem duas ou três receitas, mas tenho quase certeza que ninguém mais se arriscou a fazer o tal pudim da Lucia, a não ser a própria.
Antes de começar a execução das coisas, no entanto, esse post deve fazer jus a seu título e conter mais um pouco de indecisão: Vai caber o pudim na forma menor? Penso eu? Num momento de raríssimo espírito planejador eu medi um litro de água na forma e concluí que se aquele era o volume do ingrediente de maior quantidade na receita [o leite] o pudim inteiro haveria de caber.
Caramelizei a forma e segui:
{{{{{{{{{{{{{{{ Pudim de tapioca da Lucia }}}}}}}}}}}}}}
Como está anotado na receita original
1 lata de leite condensado
1 vidro de leite de coco
3 ovos (usei dois pois estavam enormes, ou então estou com alguma avareza de ovos hoje)
1 colher de manteiga
2 pacotes de coco ralado - o que deduzir serem 100 gramas
1 copo americano de tapioca
1 litro de leite
O lance é fazer um mingau com o leite e a tapioca e, em outro recipiente misturar os outros ingredientes. Eu bati todos menos o coco ralado no liquidificados.
Uma vez o mingau pronto é só incorporar ele a outra mistura, ou incorporar a mistura a ele, tanto faz e foi o que eu fiz. Nessa hora eu também juntei o coco ralado, pois já que eram flocos em não queria que ficassem triturados.
Feito isso, levar o pudim ao forno em banho-maria e, notem bem, retirar quando estiver [sic] "moreninho". Como o meu está nesse momento [é isso mesmo, escrevo enquanto espero um pudim]. Mas ainda vou deixar mais um pouco.
Só que... aqui começa o desespero. Depois de fazer tudo como a receita mandava o volume do troco aumentou enormemente. Eu fiz o mingau e quando juntei o resto quase não coube na panela. Assim como não deu na forma de pudim que eu havia previsto. Além disso, na hora de despejar na forma a coisa foi espirrando toda na medida que caia fazendo uma pequena, mas frustrante sujeira. Assim...
Toca a caramelizar outra forma de pudim para assentar o restante e procurar um tabuleiro em que coubesse as duas formas para tentar assar em uma fornada só. Não tendo tal utensílio, só me restou colocar somente um dos pudins no forno e assar o outro em seguida.
[Pudim número 2 no forno. Bem na hora que eu falava dele.]
Só saberei se tudo isso valeu quando desenformar, mas talvez não seja o pior dos mundos visto que o infortúnio da forma pode me possibilitar um pudim para levar para o trabalho amanhã ou depois.
Só pra não perder o bonde, não sei se faço pot pie ou panquecas para o jantar.
Assinar:
Postagens (Atom)