Ontem eu recebi um pedido inusitado do comedor de bolos. A questão não estava naquilo que havia sido pedido em si: um bolo com passas.
A singularidade estava na iniciativa tão espontânea de pedir um tipo de bolo, visto que, todas as vezes que eu pergunto qual bolo a pessoa vai querer ela responde: "Qualquer um, desde que seja bolo."
Desde que seja bolo significa:
1. Nunca coloque frutas dentro da massa do bolo de modo que os pedaços fiquem mastigáveis.
2. [Quase sempre] Não faça bolos com cores exóticas. Especialmente as que pertencem a paleta de cores de embalagens de produtos farmacêuticos. Isso só aconteceu uma vez com um bolo de beterraba e até hoje é lembrado e recontado vividamente e com requinte de crueldade.
3. Nunca coloque frutas dentro do bolo exceto se elas forem banana, maçã [com ressalva], ou limão.
Idiossincrasias a parte, eu fiquei chocada momentaneamente com um pedido tão direto e ao mesmo tempo inédito. Passas não são, assim, uma coisa muito amada que ele não pode viver sem. Gostar pode até ser que goste, mas não não com aquele desespero de quem trocaria um dedo por elas.
Tava já chegando a hora do bolo [domingo à tarde é sempre propício para um bolo] e eu não via muitas alternativas para o pedido. Vai ver que era porque eu não havia procurado. No entanto, ao pensar passas me vem imediatamente a ideia de integral - não me pergunte o porquê [esse eu sei que é junto e com assento].
Fui procurar algo que achei que tivesse visto no livro Panelinha da Rita Lobo. Um bolo integral com várias frutas e castanhas. Folheando, vi que tinha uma versão integral de bolo de cenoura que me interessou. Tô numa vibe meio culpa meio natureba sem saber o que exatamente vem primeiro: se a neurose ou a saúde. Lendo os ingredientes do bolo, adivinha o que tinha na lista: passas. Sinal, sim um sinal! Era o bolo que deveria ser feito naquele dia. Muita coincidência!
Não pensei muito e comecei a separar os ingredientes temerosa que a falta de uma farinha branca fosse inviabilizar a mastigação no futuro. Apesar disso, segui com a coisa e troquei audaciosamente 1/3 de farinha integral por fibra de trigo.
O bolo é um espanto de umidade e fica com um sabor muito marcado de melado, provavelmente por causa do açúcar mascavo. É denso, mas não é pesado, nem ficou duro. A cenoura ralada fica mastigável, mas em muita harmonia com as passas [mesclei escuras e claras]. Resultado muito bom, com as solicitadas passas e bastante saúde embutida. Vai para os favoritos e para o blog! Já tá indo.
Uma curiosidade é que não comprei este livro para mim. Comprei para presentear uma amiga oculta que, descobri, na última hora [dois dias antes da troca dos presentes], já ter o livro. Como comprei pela internet e não poderia trocar a tempo, resolvi ficar com ele e comprar outro livro para ela. Como um presente indireto este livro tem até sido bastante útil, já que é o segundo bolo natureba feito nesta casa que saiu de suas páginas. Tenho folheado ele e gostado de ler quando não tenho muita inspiração.
Conclusão: quando for dar um livro para alguém compre um que você não tenha que poderá ficar para você sem o sentimento de estar sendo consumista.
Vou ver se consigo uma foto. Já que comprei uma câmera nova! A câmera! Já tem um mês e não produzi nenhuma foto de comida para o blog.
Existem 1.475.876 sites sobre gastronomia, culinária, receitas e afins... Desses, eu frequento com certa regularidade pelo menos uns 598.009... Mas, nem sempre, para não dizer quase nunca, as receitas que vejo são seguidas à risca... Às vezes, mudo um ingrediente, às vezes, pego um pouco de umas três ou quatro receitas... Criei esse blog de mim para mim mesma como uma forma de ter sempre um lugar para lembrar quais receitas funcionaram, de quais eu gostei e como foram feitas por mim.
segunda-feira, 31 de março de 2014
Para não dizer que escondo informação... Até de mim mesma
No episódio de hoje: sorvete de baunilha. De novo? Sim, de novo. Por quê? Porque das outras vezes não foram receitas "definitivas" [se é que isso existe].
Escrevi essa receita, que é a que eu tenho usado para sorvete de baunilha, para uma amiga que adquirira sua sorveteira [não foi bem comprada, mas conseguiu]. Como a receita tá tão bem explicadinha e eu lembrei que esqueci de postar o update da receita que estou gostando atualmente vou colocar a mensagem na íntegra aqui para ficar como referência.
Eu não consegui manter uma receita "definitiva" de pizza. Toda vez que vou fazer tento alguma coisa. Outra coisa que tem variabilidade constante é a receita da granola caseira - hoje já feita totalmente free style, com ingredientes sendo adicionados de modo completamente aleatório.
Mas sorvete... Sorvete não, não há espaço para experimentações radicais em algo que tem tanta química e física envolvidas. Eu também não tenho muita experiência com a coisa para ir modificando ao deus [pode ser qualquer um] dará e por isso acho que mantenho-me oprimida entre as regras e quantidades.
Vou reproduzir o texto do e-mail como foi enviado para que tudo fique arquivado. E, como era de se supor, essa receita não tem foto. Tava afim de fazer sorvete de baunilha aqui em casa, mas por algum motivo as favas estão em falta e não tô conseguindo colocar a produção em prática.
Oi,
Pra você não ficar espalhando que eu guardo informação só pra mim eu ia te mandar os livros que eu tenho sobre sorvete, mas o tamanho do arquivo é muito grande e não consegui enviar por email.
Pra compensar...
Apesar de eu saber que essa sorveteria vai ficar pegando pó por pelo menos dois anos, aí vai a receita que eu uso para o sorvete de baunilha. Fui testando e cheguei onde eu queria em termos de sorvete de baunilha.
Sorvete de Baunilha
xícara de 250ml
2 xícaras de leite (500 ml)
1 xícara de creme de leite fresco (250ml)
3/4 xícara de açúcar (150 gramas)
6 gemas
1 fava de baunilha
1 pitada de sal
1/2 dose de vodca (25 ml) (opcional, mas ajuda nos processos, não só para alcoolizar o sorvete)
Pra fazer é que tem que ter cuidado porque quando você mistura líquido quente com ovos eles podem talhar e virar ovo mexido.
Primeiro você aquece o leite o açúcar e o sal até dissolver o açúcar. Coloca as sementes da baunilha e a fava nessa mistura. (se não souber como usar a baunilha veja aqui: http://desafiosgastronomicos.blogspot.com.br/2013/09/ tecnica-como-abrir-fava-da- baunilha.html)
Depois de aquecer deixar a baunilha em infusão por 1 hora, mas eu nunca faço isso porque não tenho paciência de ficar esperando.
Bata as gemas em uma tigela funda. Se você tiver deixado o leite em infusão, reaqueça ele.
Aí que vem a parte perigosa: juntar o leite quente com as gemas frias. Você tem que colocar cerca de 1/3 do leite na tigela das gemas e misturar simultaneamente para as gemas não cozinharem. Depois que estiver misturado, pode jogar o restante do leite. Se acontecer de as gemas talhares, não se desespere, é só passar tudo pela peneira depois.
Depois de juntar tudo leve ao fogo baixo novamente, mexendo sempre até parecer um mingau mole. Esse é o custard. O ponto certo é você afundar a colher na panela e retirar, se a mistura cobrir as costas da colher está pronto.
Tá quase acabando: Deixe o custard esfriar um pouco, junte o creme de leite e coloque para gelar.
O bom deixar na geladeira de um dia para o outro antes de bater na sorveteira. Antes de bater, retire a fava da baunilha da mistura (não joga ela fora!!!), claro.
Agora sim, use a sorveteira conforme as instruções.
Lição de hoje: Nem sempre o mais simples é mais fácil, mas é sempre mais gostoso.
Ah! você pode lavar a fava de baunilha, secar com papel toalha e guardar dentro do pote de açúcar que ele fica aromatizado.
Desculpa o texto gigante.
Beijo e bom carnaval!
terça-feira, 4 de março de 2014
A volta dos que não foram: bolo de nozes bem depois do Natal
Esse blog tem falado mais de retorno do que de comida. Poderia ser um blog de nostalgia e promessas não cumpridas, mas não. Ainda não! Not yet! Eu tenho cozinhado, porém nada de diferente e que mereça ser passado para frente como peça eternizada de conteúdo duvidoso na internet.
Preciso postar o link de onde retirei uma receita de bolo de nozes que realmente me agradou. Aquela coisa de que vou esquecer o link e tal...
Mas dessa vez aconteceu algo realmente bizarro. Agora acabou de acontecer. Fui procurar no histórico de navegação o link do site de onde eu tirei a receita para colar aqui. É um site achado na busca do google e que eu não frequento, logo, a chance de lembrar dele daqui a uma semana é nula.
Nisso eu fiz a pesquisa no google novamente e fui clicando nos links marcados como visitados. [Veja bem, eu fiz o bolo no domingo e já não sei o endereço do site]. Daí que a página da onde retirei estava fora do ar e o google me deu a opção de exibir a página em cache. Claro que ainda estava no cache, porque foi acessada no domingo. Então copio aqui a receita que consegui extrair desse conteúdo em cache, porque o site mesmo já era.
Ou seja, deixar essas coisas para depois pode realmente não ser uma boa ideia, porque quase que perco a receita pra sempre. Ou por pelo menos um tempo indeterminado, visto que o blog pode ter caído de carnaval.
Bolo de Nozes com Baba de Moça
3 ovos
2 xícaras de chá de açúcar
3/4 de xícaras de chá de óleo
2 xícaras de chá de farinha de trigo
1 xícara de chá de iogurte natural
1 xícara de nozes picadas
1 colher de sopa de fermento em pó
Recheio (Baba de Moça):
1 xícara de chá de leite de coco
1 1/2 xícara de chá de açúcar
2 xícaras de chá de água
1 colher de sopa de manteiga
6 gemas
4 unidades de cravos da índia
Modo de Preparo:
1. Na batedeira, bata os ovos, o açúcar e o óleo.
2. Acrescente a farinha, o iogurte e as nozes, misture bem e finalize com o fermento.
3. Unte a forma com manteiga e farinha, despeje a massa nela e leve ao forno preaquecido por 40 minutos (fogo médio).
Recheio (Baba de Moça):
1. Junte a água, o açúcar e os cravos e ferva até o ponto de fio. Tire do fogo e adicione a manteiga.
2. Misture as gemas peneiradas ao leite de coco. Quando a calda estiver morna, junte a mistura. Mexa bem.
3. Volte tudo ao fogo médio, mexendo sem parar até engrossar levemente. Resfrie antes de usar.
Para montar:
1. Corte a massa no meio e passe uma camada do recheio no meio.
2. Feche o bolo e passe uma camada em cima. Não deixe escorrer e decore como preferir.
Esse bolo faz o maior sucesso!
Não fiz a baba de moça, porque não achei necessário, mas vai o crédito da receita que estava no site Naked Cake, da Chef Lu Zaidan.
Falando do bolo em si, não me lembro de ter comido bolo de nozes. Já comi bolo com nozes, mas em que o sabor predominante era outro. Também já comi aqueles bolos que o pessoal coloca um pouquinho de nozes trituradas em cima só pra dar um toque mais amendoado. E eu tenho problemas com esse negócio semântico do bolo.
Nessa receita a noz predomina e o bolo fica realmente muito bom. O iogurte dá um pouco mais de umidade à massa o faz com que ela fique melhor no dia seguinte quanto parece que os sabores se apuram e integram melhor. [Deve ser por isso que esses bolos de natal europeus ficam trocentos dias descansando]
Fiz uma pequena substituição na receita original que foi usar 1/2 xícara de açúcar mascavo no lugar do comum, mas acho que vai da certo também se fizer com 50/50.
Em termos de bolo de nozes, creio que este foi o melhor único bolo de nozes que já fiz na vida. Sem mais!
Preciso postar o link de onde retirei uma receita de bolo de nozes que realmente me agradou. Aquela coisa de que vou esquecer o link e tal...
Mas dessa vez aconteceu algo realmente bizarro. Agora acabou de acontecer. Fui procurar no histórico de navegação o link do site de onde eu tirei a receita para colar aqui. É um site achado na busca do google e que eu não frequento, logo, a chance de lembrar dele daqui a uma semana é nula.
Nisso eu fiz a pesquisa no google novamente e fui clicando nos links marcados como visitados. [Veja bem, eu fiz o bolo no domingo e já não sei o endereço do site]. Daí que a página da onde retirei estava fora do ar e o google me deu a opção de exibir a página em cache. Claro que ainda estava no cache, porque foi acessada no domingo. Então copio aqui a receita que consegui extrair desse conteúdo em cache, porque o site mesmo já era.
Ou seja, deixar essas coisas para depois pode realmente não ser uma boa ideia, porque quase que perco a receita pra sempre. Ou por pelo menos um tempo indeterminado, visto que o blog pode ter caído de carnaval.
Bolo de Nozes com Baba de Moça
3 ovos
2 xícaras de chá de açúcar
3/4 de xícaras de chá de óleo
2 xícaras de chá de farinha de trigo
1 xícara de chá de iogurte natural
1 xícara de nozes picadas
1 colher de sopa de fermento em pó
Recheio (Baba de Moça):
1 xícara de chá de leite de coco
1 1/2 xícara de chá de açúcar
2 xícaras de chá de água
1 colher de sopa de manteiga
6 gemas
4 unidades de cravos da índia
Modo de Preparo:
1. Na batedeira, bata os ovos, o açúcar e o óleo.
2. Acrescente a farinha, o iogurte e as nozes, misture bem e finalize com o fermento.
3. Unte a forma com manteiga e farinha, despeje a massa nela e leve ao forno preaquecido por 40 minutos (fogo médio).
Recheio (Baba de Moça):
1. Junte a água, o açúcar e os cravos e ferva até o ponto de fio. Tire do fogo e adicione a manteiga.
2. Misture as gemas peneiradas ao leite de coco. Quando a calda estiver morna, junte a mistura. Mexa bem.
3. Volte tudo ao fogo médio, mexendo sem parar até engrossar levemente. Resfrie antes de usar.
Para montar:
1. Corte a massa no meio e passe uma camada do recheio no meio.
2. Feche o bolo e passe uma camada em cima. Não deixe escorrer e decore como preferir.
Esse bolo faz o maior sucesso!
Não fiz a baba de moça, porque não achei necessário, mas vai o crédito da receita que estava no site Naked Cake, da Chef Lu Zaidan.
Falando do bolo em si, não me lembro de ter comido bolo de nozes. Já comi bolo com nozes, mas em que o sabor predominante era outro. Também já comi aqueles bolos que o pessoal coloca um pouquinho de nozes trituradas em cima só pra dar um toque mais amendoado. E eu tenho problemas com esse negócio semântico do bolo.
Nessa receita a noz predomina e o bolo fica realmente muito bom. O iogurte dá um pouco mais de umidade à massa o faz com que ela fique melhor no dia seguinte quanto parece que os sabores se apuram e integram melhor. [Deve ser por isso que esses bolos de natal europeus ficam trocentos dias descansando]
Fiz uma pequena substituição na receita original que foi usar 1/2 xícara de açúcar mascavo no lugar do comum, mas acho que vai da certo também se fizer com 50/50.
Em termos de bolo de nozes, creio que este foi o melhor único bolo de nozes que já fiz na vida. Sem mais!
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
Quem tem medo do bife de fígado. Ou como fazer o mais estranho dos natais
Eu não gosto de Natal. Pronto, falei. Nunca gostei. mas qual é o problema? Tem um monte de gente que não gosta de bife de fígado e eu adoro. Sempre achei o Natal uma data muito triste e enfadonha, muito sentimento solto à procura do primeiro desavisado para se agarrar.
Atualmente o Natal me cansa. Não tenho nenhum vínculo com qualquer corrente religiosa e o simbolismo cristão não me convence. Fora que de uns tempos pra cá o que menos tem se visto na festa são os rituais ligados à religião. Detesto o apelo ao consumo, à irracionalidade de zumbis circulando freneticamente por ruas e shoppings lotados. As pessoas, coisas, comidas, ou seja, tudo nessa época do ano ativa o botão do meu cérebro que diz FAKE.
Assim sendo, eu venho ignorando/sabotando o Natal ao longo dos anos que me permito viver de acordo com minhas próprias convicções.
No primeiro Natal deste blog, me recordo tivemos nosso momento "esse é um dia como qualquer outro" e resolvemos comer uma pizza preparada em casa sem maiores comemorações, exceto pelos desejos de Feliz Natal de praxe que você dá aqui é ali para todos que estão fora desse estranho mundo de desinventar tradições. Que fique claro que meus desejos de felicidade ao próximo são sinceros, mas eles valem para todo o ano e não apenas para o mês de dezembro.
No Natal seguinte - ano passado - eu tava off-blog, mas nem por isso deixei de dar aquela desatenção que as comemorações natalinas merecem. Fiquei sozinha em casa. Acho que comi qualquer macarrão da revolta anti-Papai Noel e fui dormir, porque era o que podia ser feito naquele momento.
Neste ano, acho que todo mundo já se acostumou com minha falta de habilidade para tal coisa e ninguém fica mais me perguntando que que eu vou fazer no Natal. Ainda perguntam se eu vou ficar em casa no Natal, mas note que isso já é uma evolução se comparada ao questionamento anterior. Essa famigerada pergunta - sobre minhas intenções celebratórias - me causava o arrepio inicial que só ia piorando com a profusão de velhinhos, renas, árvores e bolas em todo lugar onde você passa ao longo dos dias que antecedem o 25 de dezembro.
Aí, além de já ser do contra, a pessoa resolve fazer o que para o almoço e jantar da véspera? Bife de fígado!! Sim, eu adoro e ainda posso inventar minhas próprias tradições. Nada de Chester [oi?], Ave Fiesta [oi? oi?] ou coisas que não gosto de comer - até a rabanada tem sido repensada na minha lista de coisas que gosto. Tá! Meu discurso anti-Natal tá parecendo mais com uma negação confirmatória [isso deve ter um nome em psiquiatria]. Quando a pessoa diz que não querendo dizer sim. Nega tanto que faz exatamente o movimento de quem se importa demais.
O lance do bife de fígado não foi pensado para zoar o Natal, não. Poderia, mas não foi. O dia 24, 25 e adjacências de dezembro para mim não significam nada. Faço tudo como qualquer outro dia, exceto pelos serviços que não abrem ou por qualquer necessidade de ir no mercado que certamente ficará suspensa até o próximo dia em que a população retome sua sanidade mental e volte a se comportar de maneira um pouco menos apoplética.
A história do fígado, foi que nós aqui em casa teremos de ir à cidade grande [Rio de Janeiro] e vamos aproveitar para ir ao Hemorio doar sangue. Na última vez que tentei fazer isso, fui reprovada no teste do ferro e desta vez resolvi me garantir com antecedência. Por isso, essa refeição nutritiva, cheia de proteína animal, verduras escuras e suco de laranja para ficar tudo bem absorvidinho. Como disse, dia normal.
Não vou passar receita de bife de fígado aqui porque ninguém gosta dessa p*rra mesmo. Mas o fato é que enquanto estava comendo percebi que minhas habilidades culinárias me fizeram enxergar um mundo novo. Aprendi a preparar bife de fígado em casa de um jeito que consistia, entre outras coisas, em bater na carne antes de temperar e fritar. Só que, analisando a coisa toda, isso não faz o menor sentido, a não ser que a intenção seja comer carne dura. O fígado é uma carne super macia, mais macia que quase qualquer coisa e bater nele faz com que fique rígido. Sendo assim, hoje penso como consigo processar as informações que recebo e melhorar coisas que já eram boas o suficiente para mim [em uma época em que meu gosto e/ou escolhas eram bem diferentes].
Ah! Eu não tenho nada contra quem celebra o Natal. Tampouco julgo as pessoas [só algumas] que adoram a data e tem suas próprias necessidades de comemoração. Não penso que minhas escolhas são as corretas e pode ser que em algum momento eu possa rever tudo isso, mas por enquanto Natal é só para a parte de mim que deve/se esforça para socializar com o resto da humanidade.
Atualmente o Natal me cansa. Não tenho nenhum vínculo com qualquer corrente religiosa e o simbolismo cristão não me convence. Fora que de uns tempos pra cá o que menos tem se visto na festa são os rituais ligados à religião. Detesto o apelo ao consumo, à irracionalidade de zumbis circulando freneticamente por ruas e shoppings lotados. As pessoas, coisas, comidas, ou seja, tudo nessa época do ano ativa o botão do meu cérebro que diz FAKE.
Assim sendo, eu venho ignorando/sabotando o Natal ao longo dos anos que me permito viver de acordo com minhas próprias convicções.
No primeiro Natal deste blog, me recordo tivemos nosso momento "esse é um dia como qualquer outro" e resolvemos comer uma pizza preparada em casa sem maiores comemorações, exceto pelos desejos de Feliz Natal de praxe que você dá aqui é ali para todos que estão fora desse estranho mundo de desinventar tradições. Que fique claro que meus desejos de felicidade ao próximo são sinceros, mas eles valem para todo o ano e não apenas para o mês de dezembro.
No Natal seguinte - ano passado - eu tava off-blog, mas nem por isso deixei de dar aquela desatenção que as comemorações natalinas merecem. Fiquei sozinha em casa. Acho que comi qualquer macarrão da revolta anti-Papai Noel e fui dormir, porque era o que podia ser feito naquele momento.
Neste ano, acho que todo mundo já se acostumou com minha falta de habilidade para tal coisa e ninguém fica mais me perguntando que que eu vou fazer no Natal. Ainda perguntam se eu vou ficar em casa no Natal, mas note que isso já é uma evolução se comparada ao questionamento anterior. Essa famigerada pergunta - sobre minhas intenções celebratórias - me causava o arrepio inicial que só ia piorando com a profusão de velhinhos, renas, árvores e bolas em todo lugar onde você passa ao longo dos dias que antecedem o 25 de dezembro.
Aí, além de já ser do contra, a pessoa resolve fazer o que para o almoço e jantar da véspera? Bife de fígado!! Sim, eu adoro e ainda posso inventar minhas próprias tradições. Nada de Chester [oi?], Ave Fiesta [oi? oi?] ou coisas que não gosto de comer - até a rabanada tem sido repensada na minha lista de coisas que gosto. Tá! Meu discurso anti-Natal tá parecendo mais com uma negação confirmatória [isso deve ter um nome em psiquiatria]. Quando a pessoa diz que não querendo dizer sim. Nega tanto que faz exatamente o movimento de quem se importa demais.
O lance do bife de fígado não foi pensado para zoar o Natal, não. Poderia, mas não foi. O dia 24, 25 e adjacências de dezembro para mim não significam nada. Faço tudo como qualquer outro dia, exceto pelos serviços que não abrem ou por qualquer necessidade de ir no mercado que certamente ficará suspensa até o próximo dia em que a população retome sua sanidade mental e volte a se comportar de maneira um pouco menos apoplética.
A história do fígado, foi que nós aqui em casa teremos de ir à cidade grande [Rio de Janeiro] e vamos aproveitar para ir ao Hemorio doar sangue. Na última vez que tentei fazer isso, fui reprovada no teste do ferro e desta vez resolvi me garantir com antecedência. Por isso, essa refeição nutritiva, cheia de proteína animal, verduras escuras e suco de laranja para ficar tudo bem absorvidinho. Como disse, dia normal.
Não vou passar receita de bife de fígado aqui porque ninguém gosta dessa p*rra mesmo. Mas o fato é que enquanto estava comendo percebi que minhas habilidades culinárias me fizeram enxergar um mundo novo. Aprendi a preparar bife de fígado em casa de um jeito que consistia, entre outras coisas, em bater na carne antes de temperar e fritar. Só que, analisando a coisa toda, isso não faz o menor sentido, a não ser que a intenção seja comer carne dura. O fígado é uma carne super macia, mais macia que quase qualquer coisa e bater nele faz com que fique rígido. Sendo assim, hoje penso como consigo processar as informações que recebo e melhorar coisas que já eram boas o suficiente para mim [em uma época em que meu gosto e/ou escolhas eram bem diferentes].
Ah! Eu não tenho nada contra quem celebra o Natal. Tampouco julgo as pessoas [só algumas] que adoram a data e tem suas próprias necessidades de comemoração. Não penso que minhas escolhas são as corretas e pode ser que em algum momento eu possa rever tudo isso, mas por enquanto Natal é só para a parte de mim que deve/se esforça para socializar com o resto da humanidade.
Qual é a resposta?
Qual é a resposta certa para:
"Sabe de uma coisa, eu queria comer sorvete, mas tô cheio."
"E qual é a solução para essa equação?"
"Vomitar?!!"
Pois é, mais fácil do que parece. Esse foi o diálogo produtivo que acabei de participar.
"Sabe de uma coisa, eu queria comer sorvete, mas tô cheio."
"E qual é a solução para essa equação?"
"Vomitar?!!"
Pois é, mais fácil do que parece. Esse foi o diálogo produtivo que acabei de participar.
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
Cozinha produtiva em 3, 2... 1
Hoje, 22 de dezembro, nada como as férias para fazer com que a cozinha seja produtiva. Resultado de um dia de produção a toda é muita comida e por sorte, até agora dando certo.
Começando pelo que ficou pronto primeiro. Bolo de limão. Receita já testada muitas vezes e que normalmente funciona. Bolo fofinho, aerado e com goto acentuado de limão, porque, bem, leva suco de limão na massa, né? As únicas alterações do original são a falta de cobertura, porque cobertura não é muito bem aceita por essas bandas, e uma redução drástica na quantidade de manteiga da receita original. Usei 100 gramas, metade do que pedia a receita. Aliás, já venho testando esse bolo com menos manteiga toda vez que faço, mas o limite tinha sido 150 gramas. Hoje reduzi mais 50 gramas e comprovei o que já desconfiava por lógica de ciência bolística, para 300 gramas de farinha de trigo usar 200 gramas de manteiga é só um passo a mais para a ponte de safena. Aliás 2: essa é a única implicanciazinha que tenho em relação ao receitas do site em questão, é sempre muita manteiga. Mas que fique claro que as adoro o site, acompanho pelo feed, gosto muito do texto da autora e sempre tenho sucesso com as receitas publicadas. Acabo mesmo é dando uma filtrada pela quantidade de manteiga presente na receita ou faço testes reduzindo a sua proporção.
Agora só falta o frango. Frango assado de domingo, só que ao estilo estripador... Em pedaços.
O hoje do post já é ontem, só que depois de um dia tão produtivo e da barriga cheia do jantar não consegui voltar para terminar a história.
Sem problema, pois pelo menos desta vez eu estou voltando para finalizar dignamente um post quando escrevo em algum ponto que vou fazê-lo. Ou quando fica uma ponta solta no texto.
O fato é que passei uma manhã inteira me xingando porque não lembrava de como fiz o último frango assado aqui em casa. Isso, porque na minha memória ele tinha ficado muito bom e podia ser repetido sem erro. Tempos difíceis esses sem anotar as coisas em um pedaço de papel virtual.
Daí que resignada por não conseguir acionar a lembrança, comecei a busca - meio que só pra não dizer que não fiz - por uma anotação da receita em algum bloco de notas, em algum arquivo de algum computador. Na minha fase off-blog eu anotava algumas coisas que achava sensacionais em um arquivo para lembrar e publicar em um futuro que sabia, já no momento em que aquilo era o presente, que nunca iria chegar. Eu dificilmente faço essas coisas que guardo/escrevo/prometo como meta que vou realizar no futuro. Isso gerou um sem número de bons textos de faculdade não lidos e outros tantos de boas receitas não preparadas e incontáveis e-mails mais longos para os quais eu nunca voltei.
Como já era de se esperar a busca deu em nada. Eu não tinha nenhuma anotação de frango assado para recorrer. Vai de cabeça mesmo. Puxa da memória e segue o fluxo. Coloquei o frango em uma marinada de alho, pimenta branca, coentro em grãos, páprica, sal, azeite, suco de 1/2 laranja e alecrim. Ficou por aproximadamente 6 horas na geladeira. Depois coloquei os pedaços de frango com a pele virada para baixo em uma assadeira que foi na boca do fogão com: azeite, pimenta do reino moída na hora por cima, alguns dentes de alho, alecrim, mais um pouquinho de sal e cebola cortada em quartos. Deixei a pele do frango ficar bem torradinha e coloquei a assadeira no forno baixo. Deixei cerca de meia hora e virei os pedaços para a pele ficar para cima e o cozimento continuar. Fui regando de tempo em tempo para não perder a suculência. Funcionou bem, mas da próxima vez viraria os pedaços antes de ir para o forno cobriria com alumínio e deixaria menos tempo. Acho que ganharei em suculência.
Com o fundo da assadeira fiz um molho e comemos com aipim que também foi ao forno com parmesão azeite, sal e pimenta. Acho que numa outra ocasião colocarei o aipim com o frango para ver o que acontece.
Na boa, faltou só uma cerveja pra acompanhar. Até mesmo quem não é de beber alcoólicos sinalizou a falta como uma baixa na refeição. Fica pra próxima!
Quase que eu esqueço. Teve sobremesa. Sorvete de baunilha feito em casa [aqui] mas com 2 vezes a quantidade de leite eme relação ao creme de leite e 6 gemas. Não, não foi feito nessa mesma leva de cozinha produtiva, mas foi um dos melhores sorvetes de baunilha que eu já fiz até agora.
Foi corrido, cansativo [dormi como uma pedra depois de jantar + Breaking Bad]. No entanto, fiquei satisfeita com tudo o que produzi. Acho que acordei para isso ontem. Não sei se são as férias ou a necessidade de acabar com qualquer vestígio de comida em casa antes de viajar, mas continuo com a cabeça na cozinha. Rever prioridades talvez.
Começando pelo que ficou pronto primeiro. Bolo de limão. Receita já testada muitas vezes e que normalmente funciona. Bolo fofinho, aerado e com goto acentuado de limão, porque, bem, leva suco de limão na massa, né? As únicas alterações do original são a falta de cobertura, porque cobertura não é muito bem aceita por essas bandas, e uma redução drástica na quantidade de manteiga da receita original. Usei 100 gramas, metade do que pedia a receita. Aliás, já venho testando esse bolo com menos manteiga toda vez que faço, mas o limite tinha sido 150 gramas. Hoje reduzi mais 50 gramas e comprovei o que já desconfiava por lógica de ciência bolística, para 300 gramas de farinha de trigo usar 200 gramas de manteiga é só um passo a mais para a ponte de safena. Aliás 2: essa é a única implicanciazinha que tenho em relação ao receitas do site em questão, é sempre muita manteiga. Mas que fique claro que as adoro o site, acompanho pelo feed, gosto muito do texto da autora e sempre tenho sucesso com as receitas publicadas. Acabo mesmo é dando uma filtrada pela quantidade de manteiga presente na receita ou faço testes reduzindo a sua proporção.
| Bolo de limão, com limão mesmo |
| De perto |
A segunda coisa que ficou pronta, foi um tabuleiro de granola, mas essa é a mesma receita que venho fazendo e adaptando a muito tempo. Tem algumas coisas interessantes que acontecem com essa granola. Ela nunca fica com o mesmo gosto e depois que comecei a fazer nunca mais comprei granola industrializada para comermos em casa. Vai um pouco de tudo e a receita já está totalmente adaptada ao nosso gosto [meu gosto] por menos açúcar [essa é uma vantagem] e também a praticidade para preparar. Tudo vai em um único recipiente, suja menos louça e normalmente faço quando dá pra aproveitar o forno de alguma maneira. Prático e rápido. Enquanto escrevo isso a outra parte dessa história tá lá comendo e guardando a granola - exatamente nessa ordem - para garantir sua cota de fibras da semana. E o cheiro do pão tá vindo do forno exatamente como deveria ser toda tarde meio chuvosa de domingo nas férias quando a pessoa acorda com uma inquietação que só pode ser um caboclo cozinhador acoplado.
E o pão é o terceiro prato do dia. Um pão de mandioca muito bom. Mesmo. Sério. Nunca tinha feito pão com outro ingrediente principal que não a farinha. Já havia pensado em pão de batata, mas não executei. Comi um pãozinho e ele está espetacular, cheiroso, com um aroma leve de alecrim e muito, mas muito fofo. E a casca. Hum, a casca. Tá tão crocante, fazendo barulho de pão que dá até gosto. Isso me fez anotar mentalmente [e textualmente também] que preciso testar as forminhas de silicone para panificação, visto que as melhores cascas foram dos três pãezinhos que coloquei nas forminhas de silicone porque não couberam no tabuleiro. A receita veio daqui, mas sofreu alteração. Reduzi a quantidade de farinha para 500g, sendo 400 gramas de farinha de trigo branca e 100 gramas de semolina. Acrescentei também um pouco de alecrim picado na massa que confere o efeito surpresa quando você morde e eventualmente sente o gosto da erva. Para a próxima tentativa, vou reduzir bastante a quantidade de fermento, nem que para isso tenha que aumentar o tempo de fermentação, pois acho irá ficar mais interessante e com menos cheiro e gosto da levedura. Creio que a receita foi pensada originalmente para não dar errado e por isso a quantidade de farinha e fermento são maiores que a necessidade real.
| Juntinhos |
| Pãezinhos de mandioca |
O hoje do post já é ontem, só que depois de um dia tão produtivo e da barriga cheia do jantar não consegui voltar para terminar a história.
Sem problema, pois pelo menos desta vez eu estou voltando para finalizar dignamente um post quando escrevo em algum ponto que vou fazê-lo. Ou quando fica uma ponta solta no texto.
O fato é que passei uma manhã inteira me xingando porque não lembrava de como fiz o último frango assado aqui em casa. Isso, porque na minha memória ele tinha ficado muito bom e podia ser repetido sem erro. Tempos difíceis esses sem anotar as coisas em um pedaço de papel virtual.
Daí que resignada por não conseguir acionar a lembrança, comecei a busca - meio que só pra não dizer que não fiz - por uma anotação da receita em algum bloco de notas, em algum arquivo de algum computador. Na minha fase off-blog eu anotava algumas coisas que achava sensacionais em um arquivo para lembrar e publicar em um futuro que sabia, já no momento em que aquilo era o presente, que nunca iria chegar. Eu dificilmente faço essas coisas que guardo/escrevo/prometo como meta que vou realizar no futuro. Isso gerou um sem número de bons textos de faculdade não lidos e outros tantos de boas receitas não preparadas e incontáveis e-mails mais longos para os quais eu nunca voltei.
Como já era de se esperar a busca deu em nada. Eu não tinha nenhuma anotação de frango assado para recorrer. Vai de cabeça mesmo. Puxa da memória e segue o fluxo. Coloquei o frango em uma marinada de alho, pimenta branca, coentro em grãos, páprica, sal, azeite, suco de 1/2 laranja e alecrim. Ficou por aproximadamente 6 horas na geladeira. Depois coloquei os pedaços de frango com a pele virada para baixo em uma assadeira que foi na boca do fogão com: azeite, pimenta do reino moída na hora por cima, alguns dentes de alho, alecrim, mais um pouquinho de sal e cebola cortada em quartos. Deixei a pele do frango ficar bem torradinha e coloquei a assadeira no forno baixo. Deixei cerca de meia hora e virei os pedaços para a pele ficar para cima e o cozimento continuar. Fui regando de tempo em tempo para não perder a suculência. Funcionou bem, mas da próxima vez viraria os pedaços antes de ir para o forno cobriria com alumínio e deixaria menos tempo. Acho que ganharei em suculência.
Com o fundo da assadeira fiz um molho e comemos com aipim que também foi ao forno com parmesão azeite, sal e pimenta. Acho que numa outra ocasião colocarei o aipim com o frango para ver o que acontece.
| Nem eu consigo saber se esse é o lado certo da foto |
Na boa, faltou só uma cerveja pra acompanhar. Até mesmo quem não é de beber alcoólicos sinalizou a falta como uma baixa na refeição. Fica pra próxima!
Quase que eu esqueço. Teve sobremesa. Sorvete de baunilha feito em casa [aqui] mas com 2 vezes a quantidade de leite eme relação ao creme de leite e 6 gemas. Não, não foi feito nessa mesma leva de cozinha produtiva, mas foi um dos melhores sorvetes de baunilha que eu já fiz até agora.
Foi corrido, cansativo [dormi como uma pedra depois de jantar + Breaking Bad]. No entanto, fiquei satisfeita com tudo o que produzi. Acho que acordei para isso ontem. Não sei se são as férias ou a necessidade de acabar com qualquer vestígio de comida em casa antes de viajar, mas continuo com a cabeça na cozinha. Rever prioridades talvez.
sábado, 21 de dezembro de 2013
Entre fatias, entrementes
Talvez esteja inaugurando uma nova série no blog. Talvez não. Mas o fato é que calor e tentativas, até agora bem sucedidas de levar almoço para o trabalho [uma pausa aqui que estou de férias e então não sei como isso acabará], fizeram-se repensar o conceito de sanduíche de modo a torná-lo uma opção viável tento pela praticidade quanto pelo ponto de vista nutricional.
Falar em praticidade é algo óbvio. Como dois pães com recheio não vão ser uma coisa rápida, fácil e indolor. O que também nos leva a mais uma conclusão óbvia sobre as vantagens de ter um sanduíche para levar de almoço no trabalho. E leve, não ocupa muto espaço na bolsa; não precisa requentar; e, quando frio, é uma boa opção para os dias quentes, etc., etc., etc.
Daí para a parte de fazer com que seu corpo se mantenha funcionando, como substituição da refeição, deve conter várias camadas para fazer algum sentido nutricional. Adoro camadas! Adoro comida com camadas coloridas, que você corta e vira um desenho no prato.
Tenho experimentado algumas receitas e as de hoje são duas muito boas que levam lombo de porco defumado.
Entre frio e quente, entre pão, lombo e cebola
2 pães de forma [nesse caso branco, porque era o que tinha, mas se tivesse de centeio, ou preto, ia ser ideal]
fatias de lombo de porco defumado
fatias de queijo minas frescal
1 cebola cortada em rodelas
folhas de radichio
mostarda
O modo de fazer tem uma lógica para otimizar o uso da panela e não perder muito tempo para montar. Eu, particularmente, organizei tudo cortado em uma tábua sobre o fogão e fui preparando os ingredientes separadamente em uma frigideira antiaderente.
Usei uma única frigideira para não perder o fio de praticidade necessária e economizar na hora da louça, mas se o pão pudesse ser feito separadamente, talvez ficasse melhor.
Primeiro de tudo: cebolas. Vão na frigideira com um pouco de manteiga, açúcar mascavo, sal e pimenta do reino até ficarem caramelizadas, ou um pouco antes [meu caso] se você estiver com pressa [muito eu]. ficou pronto? Com ou sem pressa? Reserve na própria tábua.
Agora vem as fatias de lombinho, as quais não precisam ser necessariamente passadas na chapa, mas tem gente que reclama que o "porco pode tá cru e é melhor esquentar um pouco só pra garantir".
Passado o lombo, é esquentar um pouco o pão e depois derreter o queijo, porque se derreter o queijo antes você pode ultrapassar a fronteira limite da quantidade aceitável de resíduos aceitáveis na panela para continuar usando ela sem lavar.
A montagem é simples: pão mostarda, radichio rasgado, lobinho, cebolas, queijo e... pão.
Acho que tomamos com um suco de limão e desceu muito bem.
Falar em praticidade é algo óbvio. Como dois pães com recheio não vão ser uma coisa rápida, fácil e indolor. O que também nos leva a mais uma conclusão óbvia sobre as vantagens de ter um sanduíche para levar de almoço no trabalho. E leve, não ocupa muto espaço na bolsa; não precisa requentar; e, quando frio, é uma boa opção para os dias quentes, etc., etc., etc.
Daí para a parte de fazer com que seu corpo se mantenha funcionando, como substituição da refeição, deve conter várias camadas para fazer algum sentido nutricional. Adoro camadas! Adoro comida com camadas coloridas, que você corta e vira um desenho no prato.
Tenho experimentado algumas receitas e as de hoje são duas muito boas que levam lombo de porco defumado.
Entre frio e quente, entre pão, lombo e cebola
2 pães de forma [nesse caso branco, porque era o que tinha, mas se tivesse de centeio, ou preto, ia ser ideal]
fatias de lombo de porco defumado
fatias de queijo minas frescal
1 cebola cortada em rodelas
folhas de radichio
mostarda
O modo de fazer tem uma lógica para otimizar o uso da panela e não perder muito tempo para montar. Eu, particularmente, organizei tudo cortado em uma tábua sobre o fogão e fui preparando os ingredientes separadamente em uma frigideira antiaderente.
Usei uma única frigideira para não perder o fio de praticidade necessária e economizar na hora da louça, mas se o pão pudesse ser feito separadamente, talvez ficasse melhor.
Primeiro de tudo: cebolas. Vão na frigideira com um pouco de manteiga, açúcar mascavo, sal e pimenta do reino até ficarem caramelizadas, ou um pouco antes [meu caso] se você estiver com pressa [muito eu]. ficou pronto? Com ou sem pressa? Reserve na própria tábua.
Agora vem as fatias de lombinho, as quais não precisam ser necessariamente passadas na chapa, mas tem gente que reclama que o "porco pode tá cru e é melhor esquentar um pouco só pra garantir".
Passado o lombo, é esquentar um pouco o pão e depois derreter o queijo, porque se derreter o queijo antes você pode ultrapassar a fronteira limite da quantidade aceitável de resíduos aceitáveis na panela para continuar usando ela sem lavar.
A montagem é simples: pão mostarda, radichio rasgado, lobinho, cebolas, queijo e... pão.
Acho que tomamos com um suco de limão e desceu muito bem.
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