domingo, 25 de março de 2012

Matando um italiano do coração: pizza de liquidificador

Isso nem pode ser chamado de receita. Quando foi feito? A long long time ago. Já nem me lembro, mas foi antes de eu abandonar o blog. Estava no rascunho a um tempão, pelo menos antes de 06/03. Retomando...

Eu ia chamar esse post com um nome lindo e pomposo como "Voltando aos clássicos" ou algo que o valha, mas aí meu comentarista gastronômico entrou na cozinha na hora em que a tal "pizza" de liquidificador estava assando e me saiu com esse gloriosos título.

Uma heresia? Mataria um italiano do coração? Não sei. No entanto é o que se pode fazer quando por volta de 8 ou 9 da noite e você tem 0 massas de pizza descansadas e fermentadas para colocar a cobertura. Não foi de caso pensado, porque esse post tá parado a um tempão, mas pizza de verdade vai ficar para semana que vem - a última antes da dissertação.

Assim, esse post nasceu com seu título engraçado, a receita foi apenas um pretexto. Mas todo mundo tem seu "dia da vergonha" fazendo pizzas que não merecem usar esse nome e reproduzindo receitas cuja promessa de facilidade remete aos mais sombrios e heréticos programas de culinária da TV. Vou colocar a receita aqui apenas como uma forma de nunca me esquecer desse episódio, porque sinceramente nem achei que ficou isso tudo.

Não estou conseguindo achar a receita novamente. Viu era isso que acontecia antes de eu manter o blog, fazia um troço e perdia um tempão procurando no Google, tentando lembrar os caminhos que me levaram àquela receita específica. Foi só parar umas semanas e aconteceu de novo. Estou procurando ainda, mas lembro que uma coisa me chamou atenção no dia: ela levava uma quantidade de farinha integral e por isso foi a escolhida na ocasião.

Não achei no meu histórico - o Google guarda o seu histórico de navegação todinho na web [fear!] - nenhuma pizza de liquidificador integral. Acredito ter usado essa receita aqui, substituindo meia xícara de farinha pela integral. A cobertura foi de atum com molho de tomates, só que a pizza ficou fina igual biscoito porque eu usei uma forma um tanto quanto desproporcional para a quantidade de massa que tinha no liquidificador. Foi o tipo de coisa que você vê que não cabe, sabe que não vai dar certo, pensa em mudar mas faz errado assim mesmo, ignorando sua intuição culinária.

Pelo tom que venho usando e pelo relativo descaso demonstrado pelas palavras acima já deu pra perceber que esse post não será visualizado muitas vezes, pelo menos não por mim. Fotos? É melhor nem perguntar.

domingo, 11 de março de 2012

Considerações sobre o porquê o risoto tem que ter frango

Por que tem que ter frango no risoto? Porque você ganha um de presente! Isso não faz nenhum sentido pra você? Acompanhe a história toda.
Resultado Final
A pergunta vem de um dilema existencial que começou no dia do desafio de cozinhar sem recursos em cozinha alheia. Depois que decidimos fazer um risoto de cenoura e vagem para o jantar, a anfitriã desta contenda me questionou acerca do frango. "Como não tem frango? Nunca vi risoto sem frango!" Foram essas as palavras proferidas para gerar desconfiança e discórdia durante toda a preparação da refeição. Não sei de onde ela tirou a ideia de que um risoto tinha, necessariamente, que ter frango em sua composição, mas foi assim que tudo ocorreu até o último momento, ou a primeira garfada. Na verdade, a história do frango no risoto assombra até as lembranças mais recentes, toda vez que a conversa nos remete àquele jantar.

Mas essa não é a parte mais estranha dessa história, pois o que se pode dizer de ganhar um frango assado de presente, ou melhor ganhar um peito do bichinho pra levar pra casa. Pois então, é isso que acontece comigo e já virou anedota no trabalho. Fazia tempo que não recebíamos um franguinho de presente, cheguei a achar que a tal remessa tinha cessado, que era só uma preocupação passageira, por causa do início das coisas, mas eis que eles voltaram e com força total. Explico.
Olha o frango aí, gente!
Na semana retrasada, na quinta-feira para ser mais exata, o meu querido companheiro foi visitar os pais - depois de longuíssimos "1" mês sem ir fazer o ritual de retorno. Chegou na quinta, dormiu, me esperou sair do trabalho e voltamos os dois na sexta-feira depois do almoço. Visita de filho naquela residência é sempre um motivo válido para os excessos: de comida, de palavras e de outras tantas coisas que não me lembro agora. Na hora de ir embora, são tantas coisas oferecidas para levar que até fico tonta e um tanto quanto aborrecida de ter que ficar dizendo "Não, não precisa." Na verdade as frases adequadas, que a minha educação e bom senso não me permitem dizer são: "Tá doida, quem é que vai ficar carregando quilos de feijão, bife, frango, e até alho por vários quilômetros quando se tem mercado perto de casa. Não moramos no mato, não."

É claro, eu nunca disse isso desse jeito, embora negue com certa veemência a maioria das ofertas sem noção que nos são feitas. E ainda escuto: "Não fica olhando pra ele, não, que ele não sabe de nada, diz o que você acha." Como já disse, é melhor eu nunca ter vontade de dizer o que eu acho, digamos, de verdade. E é assim, desse modo, que os frangos sobem a serra, se é que existe tal pergunta. Isso é o resultado da impossibilidade de recusar tudo e ter de que ceder algumas vezes porque, afinal, não é preciso criar caso por qualquer coisa, desde que eu não tenha que trazer bife cru e alho pra casa. Além do mais, já virou tão anedótico que é melhor deixar assim para a diversão geral das pessoas, porque também não sou a paranoica - já fui pior, no início, embora sempre tenha tentado a via do bom senso - que entra nessas competições com mãe alheia.

Enquanto todas as outras pessoas da face da terra presenteiam seus entes queridos com bolos, frutas, doces em compota, biscoitinhos amanteigados e toda uma sorte de guloseimas delicadas e fofas, o pobre ente querido da minha sogra - e eu por consequência - ganha frango assado de presente da mãe. Ganha bolo de fubá também, aquele bolo de fubá, mas isso não é tão engraçado assim. Eu, inocentemente, achei que fosse uma coisa passageira, reflexo de alguma preocupação alimentar com filho recém-saído de casa, principalmente depois que paramos de encontrar, ao chegar em casa, um pote com frango entre os bolos e as outras coisas - além de oferecer ela ainda escondia alguns desses itens bizarros no meio das outras coisas quando a gente recusava -, mas agora vejo que não é bem assim. Paciência e bom humor para lidar com coisas esquisitas.

Voltando para sexta-feira, estávamos no carro, a caminho de casa, desesperados para chegar logo, quando comentei: "Porque sua mãe voltou a mandar frango, não precisava. Eu tava doida pra comer macarrão com atum e agora vou ter que despachar esse frango antes." Ao que o meu desolado e vencido companheiro respondeu: "Não teve jeito, eu só falei pra ela que mandar frango e carne assada era muita coisa." Uma vez em casa, guardamos tudo e o cansaço, a preguiça e o mal-estar da outra parte me fez cancelar qualquer tentativa de jantar. comi um sanduíche ou qualquer coisa que não me lembro e o pote com o frango foi direto para a geladeira sem escala.

No sábado, resolvi que ia fazer risoto com o quê? Com o frango é claro. Mentalizei um risoto de frango com brócolis e limão. Cortei os buquês de brócolis, cozinhei rapidamente, separei uma parte para o freezer e fui pegar o frango para desfiar. Quando abri o pote: surpresa! Fui ao encontro da criatura amável que limpava do andar de cima enquanto eu cozinhava e mostrei a obra de sua mãe. Abri o pote pra ele e lá estavam, juntinhos, um peito de frango e um pedaço de carne assada. Não me contive em rir da cara frustrada dele e só falei: "Ela te enganou, foi muito ardilosa essa sua mãe". Agora eu tinha um frango e uma carne assada para despachar em forma de pratos. Oh my God!!!

Entendeu porque a gente não escolhe a família que nasce? A minha também não é normal, tenho que confessar, só não dá frango de presente. Sandices a parte, já que cada núcleo familiar tem seus malucos e problemas num universo em que ninguém é normal, e agora que todos já sabem da incrível história do casal que ganhava frangos, o risoto ficou uma delícia e me ajudou a cumprir com o mandamento de outra criaturinha meio anormal que diz: "Farás seu risoto sempre com frango".
O montinho característico da foto de risoto.
A história, contudo, é melhor que o prato que levou cebola picada refogada na manteiga com um fio de azeite, uma xícara de arroz arbóreo, frango desfiado e brócolis no olhômetro [acho que uma xícara de cada um], raspas de limão e suco de meio limão. Mexi tudo muito bem e fui juntando caldo de frango com legumes de concha em concha até o arroz ficar cozinho al dente. Pra finalizar queijo muçarela ralado, manteiga, meia colher de chá de sal, pimenta do reino e noz moscada.

terça-feira, 6 de março de 2012

Viagem longa, conversa produtiva ou a inveja saudável (literalmente): tomates vermelhos assados

Título longo, comida rápida. Não podia deixar passar a oportunidade de usar um pouco de construção na forma de escrever.

Esse prato - rápido, saudável e indolor - é fruto de uma conversa que tive ontem com uma grande amiga, que também é a leitora mais assídua deste blog. Desconsidera-se o fato dela ser a única leitora, não muito frequente, mas que merece ser reverenciada por isso. Encontrei com a conversa acidentalmente, ambas estávamos à caminho do nosso trabalho, que por acaso é no mesmo prédio. Digo por acaso, pois já éramos amigas de infância há pelo menos uns dez anos, logo, desde antes dela começar a trabalhar no mesmo setor e prédio que eu.

Calor e aborrecimentos com o trânsito - cada vez mais caótico - à parte, as duas já no ônibus, conversamos sobre os assuntos do fim de semana e para minha total surpresa ela direcionou a conversa para assuntos culinários dizendo:

"Lembrei de você esses dias... Lá em casa tinha dois tomates grandes... Eu não gosto dessas coisas grandes, mas marido compra assim mesmo. Então eu cortei eles e assei no forno por um tempo e quando ficou assim... Ele fica murchinho, né? [Sinalizei que sim com a cabeça] Tirei, coloquei queijo prato por cima, aqueles temperos nada naturais que têm lá em casa e foi pro forno de novo "

Ao que eu respondi:

"Fica bom, né?" [Coloque aqui uma certa confusão mental de palavras proferidas sem pensar num momento de sonolência, uma vez que pensando bem, agora, não me lembro de ter comido tomates assados. Apesar de saber que ela vai ler isso e se deparar com a minha total honestidade, tenho que manter a transparência para este blog de memórias, gustativas inclusive]

Eu acho que confundi os tipos de prato, pois sempre como tomate recheado cru, não assado.

Voltando a história. ela continuou:

"Pois é, e me encheu, ficou bom e foi o meu jantar. Lembrei do blog, porque fiz rapidinho."

Agora fala se eu não estou fazendo discípulos da alimentação saudável, porém rápida, mesmo quando se está sozinha em casa?

Bom, eu não resisti a essa conversa e fui pensando no jantar com tomates assados no longo caminho de casa. A inveja saudável entra aqui. Matutando sobre os meus próprios tomates assados fui listando mentalmente os ingredientes disponíveis na minha cozinha para a refeição saudável e copiada das experiências alheias.

O resultado foi: duas bandas de tomates débora sem sementes e sem o miolo [fiz um buraco no tomate retirando toda a polpa que ia atrapalhar a entrada do recheio], salpicado com pimenta moída na hora, sal e açúcar. Depois, preenchendo as cavidades que ficaram, recheio de restinho de atum, cebola picadinha, polpa do tomate picadinha, o caldo que solta das sementes quando peneiradas, queijo minas padrão em cubículos e molho shoyo. Por cima e pra dar uma graça, uma noz picadinha. Até porque não aguentava mais aquela noz solitária me olhando. Forno bem quentinho por uns dez minutos e pronto. Fui na horta e peguei umas folhas de rúcula para acompanhar e dar a sua contribuição verdificada e tirei uma fatia de pão caseiro para acompanhar só porque havia feito exercícios e precisada de um pouco de carboidrato. Não fosse isso, só o tomate seria perfeito com o suco de limão que também fez companhia a este jantar - solo mais feliz.
Olha eles aí!

Agradecimentos especiais a quem deu a ideia e, vamos dizer, ensinou o prato. Já que ela não tem um blog e lembrou de colocar no meu. Aí está. Créditos para ela, com as felicitações de quem não poderia imaginar que um dia ia aprender um prato novo vindo dessa fonte.

Só pra terminar, quando contei a ela sobre o meu jantar de ontem a reação foi apenas essa: "Hum, invejinha..."

sexta-feira, 2 de março de 2012

Funghis pra que te quero. Um risotto com os dois Ts

Esta receita está muito atrasada, pois ainda era resquício de feriado de carnaval quando eu resolvi prepará-la. No sábado, depois de toda uma semana de descanso, passeios de bicicleta e cozinha para aproveitar um pouco da disposição que eu tinha, estava pronta pra encarar um risoto de verdade e com um traço de sofisticação.

Até então minhas experiências nesse campo se resumiam a risotos meio fakes, ou seja, com arroz comum, sem  manteiga [considero esta a maior das heresias] ou sem vinho. Em suma, faltando vários elementos ou apenas um deles, nunca a minha lista de ingredientes estava completa para reproduzir um risoto genuíno, pelo menos não como consta nos manuais de culinária. Apesar de eu, é claro, não dar a mínima para purismos e certezas imutáveis tentando sempre valorizar o sabor dos e a experiência culinária como itens imprescindíveis para a minha cozinha.

Mesmo assim, mesmo achando que a falta dos ingredientes tradicionais de um prato não é impeditivo para a sua preparação, não custa nada, de vez em quando e sempre que as condições favorecerem, seguir uma receita como ela deve feita com base na tradição que criou determinado tipo de preparação. Clássicos são clássicos em qualquer esfera e merecem ser ao menos conhecidos eventualmente, embora eu não tenha muita certeza sobre o que esta frase quer dizer e nenhuma ideia filosófica mais profunda sobre o conceito de clássico para nenhum campo do conhecimento, que fique bem claro, não tenho pretensões de criar causo por causa das possíveis implicações de fundo elitista que ta proposição possa acarretar.

Pra ficar bem mais chato [e meio acadêmico, sinônimo?], considero aqui clássico como algo ligado à tradição, mais também ao icônico e ao simbólico, bem como, e porque não, à abstração. Por exemplo, existem um zilhão de combinações e tipos de risoto por todo o mundo, incluindo aí todos os regionalismos e variações provenientes da Itália, seu país de origem. O que não nos nega um certo patrimônio cultural único que resumem neste prato um valor simbólico e ao mesmo tempo representativo da culinária italiana como um todo. Além disso, existe também o conceito de risoto, o qual prevê um prato com arroz, manteiga [que poderíamos dizer gordura cremosa, para ser mais extensivo] e queijo [os mais variados tipos] e este é o terreno da abstração. That's enough! Isso tá igual monografia. Boo...ring!

Depois desse tratado quase epistemológico e bem presunçoso sobre ser a coisa, falemos da coisa em si. Antes que minha audiência de 1, 2, 3 e talvez 4 pessoas vá embora achando que estão no blog errado. Será que estou sofrendo de carência acadêmica? Só porque fui na Universidade hoje e falei sobre coisas acadêmicas um tantinho de nada? Nããão!

Vários fatores [e algumas ideias malucas sobre "como organizar sua despensa"] fizeram eu adiar a preparação do verdadeiro risoto [com todos os itens oficiais] por alguns longos meses. Não muitos se compararmos com a quantidade de anos que passei sem saber do que eram feitos os risotos de verdade. Sim, eu também achava que era só um arroz enfeitado. Como já disse, eu sempre estava com algum ingrediente faltando na hora H; eu moro a uma distância considerável dos mercados com alguma decência; eu não faço coleção de alimentos de mesmo tipo - nas suas diversas variedades - no armário de compras. Como já tinha arroz branco e integral, nada de mais arroz até acabar.

Pouco tempo atrás, enquanto no meu armário o arroz branco ia de despedindo, no mercado uma caixa de arroz arbóreo esperava por mim. Trouxe nas compras e ele ficou lá aguardando a sua vez. Confesso que o funghi meio no impulso, um pouco antes, numa ida a delicatessen me abastecer de outros itens. Vi o pacotinho lá no balcão e lembrei do risoto [lembrei também que não tinha o arroz certo, mas ignorei na hora], titubeei e mesmo assim pedi ao vendedor para incluir. Nessas relações comerciais mais pessoais não existe espaço para desistências. Aos poucos eu ia juntando tudo o que era necessário para concluir esta missão.

O dia não poderia ser mais propício. Pedalamos pela manhã, fomos ao novo point de ciclismo recém-descoberto e batizado de "o açude". Voltei faminta; não a ponto de comer um braço; tanto que ainda tive discernimento e clareza para decidir preparar um almoço, resistindo a tentação de comer qualquer coisa. O que não aconteceria se estivéssemos no limite da autofagocitação. Decidi então que era chegada a hora, apesar de ter tomado tal decisão sem muita precaução ou antecedência. Banho rápido e cozinha.
Não tenho palavras [sério, eu não tenho mesmo - nada me vem a cabeça]
Hidratei o funghi com um pouco de água quente e piquei ele em pedaços menores. Retirei do freezer um pote de caldo de frango caseiro [dessa vez tinha até caldo - um luxo, risoto completinho] e umas cascas de abóbora e pus tudo pra ferver completando com água até fazer aproximadamente um litro. Juntei a esse caldo a água do funghi hidratado. Piquei cerca de meio talo de alho poró e comecei a fazer o prato propriamente dito. Numa panela larga: um pouco de manteiga, um pouco de azeite e alho poró pra refogar; uma xícara de arroz arbóreo e o funghi picadinho para incorporar o sabor; pouco menos que um cálice de vinho branco, tchiiii, fumaça e aroma de vinho. Depois que o álcool evapora um pouco foi só ir juntando o caldo e mexendo para cozinhar o arroz al dente. No fim, mexendo a panela em fogo baixo, uma quantidade generosa de manteiga e outra quantidade generosa de parmesão ralado na hora. Essa receita é bem simples e resolvi não inventar muito para deixar com que toda a intensidade do funghi reinasse absoluta no prato. Coloquei um pouco de pimenta do reino, mas abdiquei do sal em função da manteiga e do parmesão já serem salgados o suficiente.

Ficou, na minha modesta opinião, muito aprovado e com grandes chances de ser repetido [ainda tenho funghi]. O companheiro que não gostava de cogumelo não resistiu a segunda rodada de risoto e comeu feliz como se não houvesse amanhã. Na verdade, segundo ele, o desgosto pelo cogumelo estava diretamente relacionado ao champignon, o que, convenhamos, faz todo sentido. Expliquei pra ele que essa conserva de champignon do mercado é uma afronta e nem pode ser classificada como comida, mas ele ainda estava reticente. Agora suas desconfianças acabaram e o caminho está livre para outras variedades de fungos comestíveis, dessa vez bem frescos, gordinhos e esponjosos.